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domingo, 10 de março de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Sismologia
Sismo
É um movimento vibratório e brusco da crosta terrestre, devido, muitas vezes, a uma libertação de energia (sob o efeito de tensões causadas, na maioria das vezes pela movimentação das placas litosféricas; a litosfera acumula energia que é libertada quando a pressão é suficientemente forte para provocar a ruptura do material) em zonas instáveis do interior da Terra, que ocorrem num período de tempo restrito, em determinado local e que se propaga em todas as direcções (ondas sísmicas). Depois da ruptura acima referida, dão-se várias outras rupturas secundárias – réplicas. Também antes do abalo principal se podem sentir sismos de fraca intensidade, denominados por abalos premonitórios. O ponto em que a energia se liberta é denominado por hipocentro e o ponto que se encontra à superfície, verticalmente sobre este, chama-se epicentro. O estudo dos fenómenos relacionados com a ocorrência de sismos constitui a sismologia.
|
o
|
Macrossismos: sismos
sentidos pela população.
|
|
|
o
|
Microssismos: sismos
imperceptíveis, que não causam danos significativos.
|
|
Fig.
6 - Representação do foco ou hipocentro, plano
da falha e epicentro de um sismo
Causas dos sismos
Fig.
7 – Causas dos sismos
§ Sismos tectónicos: são devidos a movimentos tectónicos. (A, B
e C). Podem ter origem em forças de vários tipos:
o
Compressivas
(A): os materiais
são comprimidos, tendendo a diminuir a distância entre as massas
rochosas.
o Distensivas
(B):
levam ao estiramento e alongamento do
material, aumentado
a distância entre as massas rochosas.
o
Cisalhamento
(C): os materiais
são submetidos a pressões que provocam movimentos horizontais,
experimentando alongamento na direcção do movimento e estreitamento na direcção
perpendicular ao movimento.
§ Sismos de colapso: são devidos a abatimentos em grutas e
cavernas ou ao desprendimento de massas rochosas.
§ Sismos vulcânicos: são provocados por fortes pressões que um
vulcão experimenta antes de uma erupção e por movimentos de massas
magmáticas relacionados com fenómenos de vulcanismo.
Efeitos dos sismos –
ondas sísmicas
§ Ondas sísmicas: movimentos vibratórios de partículas que
se propagam a partir do foco, segundo superfícies concêntricas.
o
Ondas de
volume (profundidade)
§
Ondas P
·
as
partículas vibram paralelamente à direcção de propagação;
·
a
propagação produz-se por uma série de impulsos de compressão e distensão
através das rochas;
·
propagam-se
por todos os meios;
·
são
também chamadas ondas de compressão ou longitudinais;
·
provocam
variações do volume do material.
§
Ondas S
·
as
partículas vibram num plano perpendicular à direcção de propagação;
·
apenas se propagam em meios sólidos;
·
provocam mudanças da forma do material;
·
podem também chamar-se ondas transversais.
o
Ondas
superficiais (ondas L)
§
Ondas de
Rayleigh e ondas de Love
·
Resultam
da interferência de ondas P e S;
·
Ondas
de Love: partículas vibram horizontalmente;
·
Ondas
de Rayleigh: partículas movimentam-se elipticamente.
Sismograma
Fig.
8 - Sismograma
§ Determinar a distância epicentral (para distâncias >100km)
[(Diferença
tempo chegada S e P)-1] x 1000 = DE km
Sismos e tectónica de
placas
§ Fronteiras convergentes §
Sismos intraplacas
Descontinuidades internas da geosfera
A constituição
e as propriedades físicas dos materiais terrestres variam com a profundidade,
condicionando assim a velocidade das ondas P e S. A velocidade das ondas
sísmicas aumenta com a rigidez dos materiais e diminui proporcionalmente à sua
densidade.
A reflexão e
refracção das ondas sísmicas permitem localizar três superfícies de
descontinuidade:
§ Descontinuidade de Mohorovicic – profundidade média de 40km, separa a
crosta do manto.
§ Descontinuidade de Gutenberg – profundidade de 2883km, separa o manto do
núcleo externo.
§ Descontinuidade de Wiechert/Lehmann – profundidade de 5140km, separa o núcleo
externo do núcleo interno.
Para cada
sismo existe uma zona de sombra sísmica, compreendida entre ângulos epicentrais
de 103º e 143º, onde não são recebidas ondas P nem ondas S directas.
Estrutura interna da
geosfera
§
Crosta – constituída por rochas
metamórficas, granitos, rochas sedimentares e basalto
§
Manto – formado por peridotitos
§ Núcleo – constituído por ferro e níquel
§
Litosfera – sólida e rígida
§
Astenosfera – sólida, mas menos rígida e
plástica
§
Mesosfera - rígida
§ Núcleo externo líquido
§ Núcleo interno sólido
Reflexão pessoal : Como sabemos os Sismos evidenciam a dinâmica interna da Terra, logo, apesar de todas as desvantagens (consequências dos sismos ) podemos retirar informações muito úteis.
Vulcanologia
Vulcanismo eruptivo
Fig.
4 – Esquema estrutural de um vulcão
Um vulcão
surge quando material sólido, no manto terrestre, passa ao estado líquido,
devido a um desequilíbrio entre a pressão e a temperatura, e ascende à
superfície terrestre.
O magma pode preencher espaços no interior da crosta, formando
grandes reservatórios, as câmaras magmáticas, ou reservatórios de
menores dimensões, as bolsadas magmáticas. Em torno destes reservatórios existem rochas,
sobre as quais o magma exerce grande pressão, denominadas por rochas
encaixantes.
Assim, surge
uma abertura – cratera – por onde é ejectada rocha no estado líquido – magma
– e material incandescente, originando uma erupção
vulcânica, em que há libertação de material no estado de
fusão ígnea (lava) e materiais sólidos (piroclastos).
O magma
formado em profundidade sobe através de fracturas na crosta terrestre. Quando o
magma chega à superfície passa a designar-se por lava.
A ascensão do magma não tem que se fazer necessariamente por
uma só chaminé principal. Pode também subir por fissuras mais
pequenas – chaminés secundárias.
Ao longo de
sucessivas erupções, vão-se depositando, em redor da cratera, lava consolidada,
cinzas e fragmentos rochosos, constituindo assim o cone vulcânico.
Um vulcão é
considerado activo no caso de ter entrado em erupção recentemente, ou
pelo menos durante períodos históricos.
Um vulcão do
qual não há registo de existência de actividade, que se apresenta bastante
erodido e do qual não há registos de erupção é considerado extinto.
Vulcões que
não estejam completamente erodidos e dos quais não existem registos de
actividade são considerados vulcões adormecidos.
Podem
formar-se, na parte superior dos vulcões, grandes depressões chamadas caldeiras.
As caldeiras têm forma circular e paredes íngremes e podem formar-se devido ao
afundimento da parte central do vulcão, após fortes erupções, em que grande
quantidade de materiais é rapidamente expelida, ficando um vazio na câmara
magmática. A existência de fracturas circulares e o peso das camadas superiores
provocam o abatimento do tecto da câmara.
Podem também
ocorrer erupções fissurais nas quais a lava é expulsa através de fendas
alongadas.
§Erupções explosivas: as lavas são
muito viscosas, fluem com dificuldade e impedem a libertação de gases, o que provoca a
ocorrência de explosões violentas. Por vezes a lava não chega a derramar,
constituindo estruturas arredondadas chamadas domas ou cúpulas, dentro da cratera. A lava pode chegar a solidificar dentro da
chaminé formando agulhas vulcânicas.
§ Erupções efusivas: a lava é fluida, a libertação de gases é
fácil e a erupção é calma, com derramamento de lava abundante. Se os
terrenos onde ocorre a erupção forem planos, a lava pode constituir mantos
de lava. Se houver declive acentuado podem formar-se correntes de lava.
§ Erupções mistas: assumem aspectos intermédios entre as
erupções explosivas e as erupções efusivas. Observam-se fases
explosivas, que alternam com fases efusivas.
Vulcanismo residual
§ Fumarolas: emissões de gases e vapores em regiões com
manifestações de vulcanismo.
o Sulfataras: quando abundam os compostos de enxofre.
o Mofetas: quando abunda o dióxido de carbono.
§
Géiseres: repuxos intermitentes de água e vapor.
§ Nascentes termais: águas subterrâneas sobreaquecidas devido
ao calor dissipado nas regiões vulcânicas. Se essas águas têm origem
magmática, designam-se por águas juvenis.
Vulcões e tectónica
de placas
§ Vulcanismo associado a fronteiras
divergentes – predominantemente
do tipo efusivo.
§ Vulcanismo associado a fronteiras
convergentes –
predominantemente do tipo explosivo.
§ Vulcanismo intraplacas – do tipo efusivo, associado à existência de
pontos quentes relacionados com a presença de plumas térmicas.
Fig.
5 - Formação de um manto de basalto e de uma
cadeia vulcânica a partir de um ponto quente na extremidade de uma pluma
térmica / Formação de uma cadeia de ilhas a partir de um ponto quente.
Reflexão pessoal: Com todas estas informações podemos compreender melhor a estrutura e a dinâmica da geosfera, informações estas que me agradam de certa forma , visto que esta é a matéria que mais me disperta curiosidade.
§ Erupções efusivas: a lava é fluida, a libertação de gases é
fácil e a erupção é calma, com derramamento de lava abundante. Se os
terrenos onde ocorre a erupção forem planos, a lava pode constituir mantos
de lava. Se houver declive acentuado podem formar-se correntes de lava.
§ Erupções mistas: assumem aspectos intermédios entre as
erupções explosivas e as erupções efusivas. Observam-se fases
explosivas, que alternam com fases efusivas.
Vulcanismo residual
§ Fumarolas: emissões de gases e vapores em regiões com
manifestações de vulcanismo.
o Sulfataras: quando abundam os compostos de enxofre.
o Mofetas: quando abunda o dióxido de carbono.
§
Géiseres: repuxos intermitentes de água e vapor.
§ Nascentes termais: águas subterrâneas sobreaquecidas devido
ao calor dissipado nas regiões vulcânicas. Se essas águas têm origem
magmática, designam-se por águas juvenis.
Vulcões e tectónica
de placas
§ Vulcanismo associado a fronteiras
divergentes – predominantemente
do tipo efusivo.
§ Vulcanismo associado a fronteiras
convergentes –
predominantemente do tipo explosivo.
§ Vulcanismo intraplacas – do tipo efusivo, associado à existência de pontos quentes relacionados com a presença de plumas térmicas.
Fig.
5 - Formação de um manto de basalto e de uma
cadeia vulcânica a partir de um ponto quente na extremidade de uma pluma
térmica / Formação de uma cadeia de ilhas a partir de um ponto quente.
Reflexão pessoal: Com todas estas informações podemos compreender melhor a estrutura e a dinâmica da geosfera, informações estas que me agradam de certa forma , visto que esta é a matéria que mais me disperta curiosidade.
A face da Terra – continentes e fundos oceânicos
Áreas continentais

Fig. 2 – Corte
através de uma área continental
§
Escudos: rochas que afloram; formam os núcleos dos continentes.
§ Plataformas estáveis: zonas de escudos que não afloram porque
estão cobertos de sedimentos.
§ Cinturas orogénicas recentes: cadeias resultantes de colisões entre
continente-continente ou placa oceânica-continente.
Fundos
oceânicos

Fig.
3 – Estrutura dos fundos
oceânicos
Domínio
continental
§ Plataforma continental: faz parte da crosta continental e prolonga
o continente sob o mar.
§ Talude continental: limite da parte imersa do domínio
continental; tem declive acentuado.
§ Planícies abissais: de profundidade compreendida entre 2500 e
6000m. Por vezes podem existir fossas.
§ Dorsais: situam-se na parte média ou bordas
oceânicas. Contêm um vale central – rifte.
Métodos para o estudo
do interior da geosfera
Métodos directos
§
Observação e estudo directo da superfície
visível
§
Exploração de jazigos minerais efectuada
em minas e escavações
§
Sondagens
Métodos indirectos
§ Planetologia e astrogeologia: as técnicas aplicadas no estudo de outros
planetas do sistema solar podem ser usadas no estudo da Terra.
§
Métodos
geofísicos
o
Gravimetria:
estudo de variações no campo gravítico da
terra – anomalias gravimétricas. A presença de rochas
menos densas dá origem a anomalias gravimétricas negativas; a presença de
rochas mais densas, leva a anomalias positivas.
o Densidade: comparação da densidade de rochas
presentes a diversas profundidades.
o
Geomagnetismo: estudo das alterações no campo magnético
da Terra.
o
Sismologia: estudo dos sismos e da propagação das
ondas sísmicas.
o
Geotermismo: estudo da energia térmica da Terra.
Reflexão pessoal: Através destes métodos, foí possível construir um modelo da morfologia do fundo do mar, podendo assim conhecer um pouco mais da outra face da Terra.
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